A pesquisa perguntou a cerca de 4.000 empresas quais
deveriam ser as prioridades do próximo governo para o sucesso dos seus negócios
ou dos seus setores. Cada informante pôde marcar até três opções de resposta.
A sondagem foi feita em agosto, antes do primeiro turno das
eleições, realizado no último dia 4.
Para a maioria das empresas - 54,2% das empresas
consultadas - a tributação deve ser considerada prioridade pelo próximo
governo, mesmo com a transição do país para o novo sistema de cobrança de
impostos previsto na reforma tributária.
Gastos públicos e redução da burocracia
Em seguida, três temas de preocupação mostram percentuais
próximos a 25%. São os casos de contas públicas (27,1%), redução da burocracia
(24,8%) e infraestrutura e logística (24,7%).
A lista ainda abrange segurança pública (18,2%), acesso ao
crédito (15,6%), qualificação da mão de obra (15%), proteção à concorrência
(12,8%), abertura comercial (8%) e outras prioridades (8,4%).
"Por mais que
se fale da reforma, os empresários ainda não estão enxergando uma solução para
esse problema", diz o economista Rodolpho Tobler, coordenador das
sondagens do FGV Ibre.
Em seu programa de governo, Flávio Bolsonaro promete
"promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária".
Para ele, o texto defendido por Lula "foi entregue ao sabor dos
lobbies".
Já o plano do atual presidente afirma que a reforma amplia
a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os
entes subnacionais (estados, Distrito Federal e municípios).
A sondagem do FGV Ibre consultou empresários de quatro
grandes setores da economia: indústria de transformação, serviços, comércio e
construção.
A tributação é a prioridade número um das quatro
atividades. Contas públicas, infraestrutura e logística e redução de burocracia
também tiveram destaque nas respostas dos setores.
A qualificação da mão de obra só aparece entre as três
prioridades indicadas pela construção. Essa opção foi citada por 26,8% das
empresas do ramo, atrás de tributação (54%) e infraestrutura e logística
(27,7%).





