segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Tributação é prioridade nº 1 dos empresários para o próximo governo

Uma sondagem realizada pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e divulgada pela Folha de S. Paulo coloca a tributação no topo da lista de prioridades que deveriam ser atacadas pelo próximo governo federal que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2027.

A pesquisa perguntou a cerca de 4.000 empresas quais deveriam ser as prioridades do próximo governo para o sucesso dos seus negócios ou dos seus setores. Cada informante pôde marcar até três opções de resposta.

A sondagem foi feita em agosto, antes do primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4.

Para a maioria das empresas - 54,2% das empresas consultadas - a tributação deve ser considerada prioridade pelo próximo governo, mesmo com a transição do país para o novo sistema de cobrança de impostos previsto na reforma tributária.

Gastos públicos e redução da burocracia

Em seguida, três temas de preocupação mostram percentuais próximos a 25%. São os casos de contas públicas (27,1%), redução da burocracia (24,8%) e infraestrutura e logística (24,7%).

A lista ainda abrange segurança pública (18,2%), acesso ao crédito (15,6%), qualificação da mão de obra (15%), proteção à concorrência (12,8%), abertura comercial (8%) e outras prioridades (8,4%).

 "Por mais que se fale da reforma, os empresários ainda não estão enxergando uma solução para esse problema", diz o economista Rodolpho Tobler, coordenador das sondagens do FGV Ibre.

Em seu programa de governo, Flávio Bolsonaro promete "promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária". Para ele, o texto defendido por Lula "foi entregue ao sabor dos lobbies".

Já o plano do atual presidente afirma que a reforma amplia a transparência, acaba com a cumulatividade e elimina a guerra fiscal entre os entes subnacionais (estados, Distrito Federal e municípios).

A sondagem do FGV Ibre consultou empresários de quatro grandes setores da economia: indústria de transformação, serviços, comércio e construção.

A tributação é a prioridade número um das quatro atividades. Contas públicas, infraestrutura e logística e redução de burocracia também tiveram destaque nas respostas dos setores.

A qualificação da mão de obra só aparece entre as três prioridades indicadas pela construção. Essa opção foi citada por 26,8% das empresas do ramo, atrás de tributação (54%) e infraestrutura e logística (27,7%).

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