O novo decreto estabelece diretrizes para que dados
biométricos – como impressões digitais e reconhecimento facial – sejam
utilizados nos processos que envolvem benefícios previdenciários, trabalhistas
e assistenciais, como o Bolsa Família e o Farmácia Popular. A regulamentação
atende à legislação já aprovada pelo Congresso Nacional e agora terá sua
implementação definida em ato normativo posterior, a ser elaborado pelo
Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Implantação da biometria será gradual
O cadastro biométrico será implantado de forma gradual e
planejada, de modo a evitar sobrecarga nos postos de atendimento. Atualmente,
mais de 150 milhões de brasileiros já têm seus dados biométricos registrados em
bases do governo, o que representa uma cobertura significativa da população usuária
de políticas públicas.
Para os cidadãos que ainda não possuem cadastro biométrico,
o MGI publicará nos próximos meses um cronograma detalhado de orientações. A
previsão é de que não seja necessária uma corrida imediata aos postos de
identificação, uma vez que o processo será ampliado de forma progressiva.
Com a biometria cadastrada, o cidadão poderá comprovar sua
identidade de forma mais ágil e segura, inclusive em canais digitais ou em
pontos físicos próximos de sua residência, como agências bancárias e lotéricas.
Atendendo regiões remotas
Segundo o governo, a medida deve reduzir a necessidade de
deslocamentos para centros urbanos ou unidades do INSS, especialmente em
regiões remotas. Além disso, a checagem biométrica permitirá identificar e
impedir cadastros duplicados ou irregulares, protegendo os recursos públicos.
O decreto que regulamenta o uso da biometria faz parte da
estratégia do governo para consolidar a Infraestrutura Pública Digital de
Identificação Civil (IPD/IC), coordenada pelo MGI. A proposta é unificar e
modernizar os sistemas de identificação no Brasil.
O decreto também prevê medidas para assegurar que ninguém
seja prejudicado por ainda não possuir cadastro biométrico. Um ato conjunto do
MGI, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à
Fome, e do Ministério da Previdência Social regulamentará a concessão dos
benefícios enquanto o acesso à biometria não estiver disponível de forma ampla.

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